11 guardas municipais de Londrina são denunciados por tortura, abuso de autoridade e outros crimes após abordagem


Agentes foram denunciados por uma abordagem durante uma festa em uma residência, no mês de julho; dona do imóvel foi encaminhada à delegacia e um homem foi preso, na ação. Guardas municipais de Londrina foram denunciados por tortura, abuso de autoridade, disparo de arma, denunciação caluniosa e falsidade ideológica
RPC/Reprodução
Onze guardas municipais de Londrina, no norte do Paraná, foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) pelos crimes de tortura, abuso de autoridade, denunciação caluniosa, falsidade ideológica e disparo de arma de fogo.
A denúncia trata de uma abordagem dos agentes na madrugada de 18 de julho e foi divulgada nesta quarta-feira (15).
Segundo a Corregedoria do Município, na data, os 11 guardas foram verificar uma denúncia de perturbação de sossego na zona norte, após vizinhos denunciarem uma festa em uma casa.
Onze guardas municipais de Londrina são afastados das ruas após determinação da Justiça
Quando chegaram no imóvel, ainda segundo o município, moradores e participantes da festa resistiram a acatar as ordens dos guardas.
Na denúncia, o MP-PR relata que os guardas invadiram a residência, agrediram e ameaçaram cinco pessoas, “submetendo-as a intenso sofrimento físico e mental”. Os promotores apontam que a equipe aplicou golpes de cassetetes, chutes, socos e arma de eletrochoque.
Uma das pessoas foi presa suspeita de resistir às ordens dos guardas. Outras duas pessoas também foram encaminhadas para a delegacia.
Os agentes envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas após um pedido do Ministério Público. Ainda nesta semana, a Justiça determinou que os 11 guardas não se aproximem das pessoas que estavam presentes na festa.
O MP-PR destacou que as pessoas apontadas como vítimas não têm nenhum tipo de vínculo com a instituição.
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O que disse a Guarda Municipal
O comandante da Guarda Municipal, Coronel Pedro Ramos, disse que a proprietária da casa onde estava acontecendo a festa foi chamada pelos agentes e, segundo o comandante, ela se apresentou como assessora de um promotor do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e não aceitou as ordens dos guardas.
“Essa assessora do Ministério Público instigou as pessoas que estavam no local a não cumprirem as ordens. A ação acabou com um homem preso e essa assessora encaminhada à Polícia Civil para prestar esclarecimentos”, disse.
Conforme o município, uma pessoa que estava na casa se sentiu lesada pela ação dos guardas e entrou com processo por abuso de autoridade.
O MP-PR negou a afirmação.
Coronel Ramos afirmou que nenhum dos guardas foi chamado para prestar qualquer esclarecimento, a Guarda Municipal encaminhou os documentos solicitados.
“Fomos surpreendidos quando o MP pediu a documentação sobre aquela situação, inclusive a escala do serviço, documentos que estavam com a Polícia Civil. Pouco tempo depois, um dos guardas recebeu uma mensagem no próprio WhatsApp informando que ele e outros dez guardas deveriam se manter afastados de algumas pessoas. Uma medida cautelar foi enviada por mensagem”, pontuou o coronel Pedro Ramos.
Depois de ser informada pelo agente sobre essa medida cautelar, que determinou que os onze guardas devem se manter afastados das pessoas que estavam na festa, preventivamente, a Guarda Municipal afastou os 11 guardas do trabalho da rua. Os agentes foram realocados para trabalhar em pontos fixos até que a situação seja explicada e regularizada.
“Como órgão de administração não fomos informados oficialmente sobre esse afastamento, fizemos isso como medida de prevenção porque esse guarda recebeu a medida cautelar”, concluiu o comandando da Guarda Municipal, Coronel Pedro Ramos.
A Corregedoria Municipal informou que ainda vai analisar melhor a medida cautelar e a ação para decidir se instaura ou não um procedimento interno contra os agentes citados.
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