Após champanhe no Instagram, blogueira golpista se entrega à Justiça

Rio de Janeiro – Rayane Silva Sousa, de 28 anos, acusada de integrar a quadrilha de cinco influenciadoras e blogueiras acusadas de golpes com cartões de crédito, comemorou com champanhe quando saiu da cadeia em 28 de julho. A festança foi pivô de um novo decreto de prisão pela Justiça.

Sem celebração, ela se entregou à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte, no último dia 9, com confirmaram seu advogado, Sergio Cavalcante, e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Três integrantes do bando continuam foragidas.


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As mulheres foram presas em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste, por agentes da 40ª DP (Honório Gurgel), em 7 de julho, mas deixaram a cadeia no dia 28 daquele mês por falta de uma denúncia do Ministério Público, após 20 dias de detenção.

Ao ganhar a liberdade, Rayane fez um post em uma rede social no qual mostrou uma recepção com direito a champanhe, caipirinha, docinhos e salgadinhos, em um cenário decorado com balões. A festança foi uma das bases da decisão do juiz Marcello Rubioli para determinar o retorno do grupo à prisão.

A primeira a voltar para a cadeia foi Anna Carolina de Sousa Santos, de 32 anos, que se entregou em 16 de agosto. “Vamos provar que ela é inocente”, afirmou o advogado Renato Darlan. Assim como Anna, Rayane se entregou por orientação de seu advogado, Sergio Cavalcante. Procurado, ele informou que não daria entrevista no momento.

Mariana Serrano de Oliveira, de 27, e Gabriela Silva Vieira, de 20, saíram da prisão, mas ainda não voltaram. “Fizemos novos pedidos de liberdade à Justiça e estamos aguardando”, explicou o advogado Norley Thomas Lauand.

O defensor de Yasmim Navarro, 25 anos, Charles Santolia da Silva Costa, alega que está fazendo as devidas contestações sobre o caso ainda no tapete judicial. “Há muitas arbitrariedades na investigação”, declarou Costa.

O golpe

Elas foram denunciadas pelo Ministério Público pelos crimes de estelionato e organização criminosa. Segundo as investigações, para bancar a vida luxo ostentada nas redes sociais, elas trabalhavam em uma espécie de central de telemarketing clandestina para selecionar os alvos potenciais.

Por telefone, abordavam as vítimas como se fossem representantes de bandeiras de cartões para roubar dados. Depois enviavam ainda um motoboy até a casa da pessoa lesada para pegar o cartão. Com elas, foi apreendida uma lista com mais de 10 mil “clientes” que poderiam sofrer o golpe.

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