Congresso do Equador inicia julgamento de defensor do povo por abuso sexual

O Congresso do Equador iniciou nesta quinta-feira (14) o julgamento político contra o defensor do Povo (ombudsman), Freddy Carrión, investigado por um suposto crime de abuso sexual.

A Assembleia Nacional requer 70 dos 137 votos para censurar e destituir Carrión, que não renunciou ao cargo apesar de estar preso há quatro meses. O Legislativo não tem prazo para resolver o julgamento.

O Defensor do povo cumpre ordem de prisão a partir da denúncia de um suposto ato de violência sexual, cometido durante uma reunião social da qual participavam Mauro Falconí, ex-ministro da Saúde do governo do ex-presidente Lenín Moreno destituído pela desorganização na campanha de vacinação contra a covid-19, e sua companheira.

A investigação foi motivada pela divulgação de um vídeo no qual Carrión aparece luta com uma mulher e Falconí.

Segundo os legisladores, ao suposto crime sexual se soma o descumprimento de funções por ter assistido a um evento social usando recursos públicos em meio a um toque de recolher imposto pela pandemia de covid-19. Carrión nega ter participado de uma “festa clandestina”.

Em agosto, o Congresso também censurou o ex-controlador do Estado Pablo Celi, investigado por suposta corrupção. A censura o proíbe de ocupar cargos públicos por dois anos.

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