Grécia investiga acidente que matou testemunha no julgamento de Netanyahu

A Grécia anunciou nesta terça-feira (14/9) que vai investigar o acidente de um avião privado na noite de segunda-feira perto de Samos, no qual morreu um israelense que deveria testemunhar no processo contra o ex-primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Um pescador local disse que houve uma forte explosão, seguida de outra menor”, declarou à AFP Ioannis Kondylis, chefe do Escritório Nacional de Investigação sobre Catástrofes Aéreas e Segurança Aérea grega.

“Os restos vão mostrar se este foi o caso”, acrescentou Kondylis, destacando que os escombros do avião estão neste momento a 33 metros debaixo d’água.

Um casal israelense morreu após a queda de seu avião leve, um Cessna C182, perto do aeroporto da ilha grega de Samos.

O ministério das Relações Exteriores de Israel identificou as vítimas como Haim e Esther Giron, um casal de 69 anos de Tel Aviv.

Haim Giron, ex-diretor adjunto do ministério da Comunicação israelense, deveria comparecer no julgamento contra Netanyahu, informou à AFP um porta-voz do escritório do Ministério Público de Israel.

O ex-líder é acusado de corrupção, fraude e abuso de confiança, e de ter concedido favores a magnatas da imprensa em troca de uma cobertura midiática favorável.

Netanyahu é acusado de ter “usado de forma ilegítima” o poder governamental para “pedir e obter vantagens injustificáveis de donos de veículos de comunicação em Israel para seu benefício pessoal”, segundo a promotora citada em abril no julgamento.

Segundo o Ministério Público israelense, Haim Giron iria testemunhar sobre questões regulatórias.

A aviação civil grega apontou que o avião decolou em Haifa, Israel, em um voo privado e desapareceu do radar pouco antes de seu pouso, previsto no aeroporto de Samos.

Os dois corpos foram levados ao porto de Pitágoras na ilha de Samos, segundo a imprensa grega.

Uma equipe de especialistas viajará na quarta-feira para Samos para inspecionar os restos do avião, que se afundou a dois quilômetros do aeroporto, acrescentou Kondylis, que “espera” poder dar respostas sobre as causas do acidente em duas semanas.

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