Levantamento do IBGE aponta que serviços recuaram 0,7% de junho para julho na Bahia; índice foi o 10º pior do país


Setor entretanto, teve alta de 28,7% frente a julho de 2020. Comparação no país como um todo teve alta de 1,1%. O volume do setor de serviços na Bahia recuou 0,7% no último mês de julho, em comparação com o junho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Na série com ajuste sazonal, mostrando um segundo resultado negativo consecutivo, após também ter caído na passagem de maio para junho (-0,5%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
Foi um desempenho abaixo do verificado no país como um todo (onde houve alta de 1,1%) e o 10º pior resultado entre as unidades da Federação.
Nessa comparação, houve altas dos serviços em 15 dos 27 estados, sendo as mais expressivas em Alagoas (5,4%), Pernambuco (4,1%) e Rio Grande do Sul (3,4%). Por outro lado, os recuos mais intensos ocorreram em Rondônia (-6,3%), Rio de Janeiro (-4,4%) e Amapá (-3,8%).
Com esse segundo resultado negativo na comparação com o mês anterior, os serviços baianos iniciaram o segundo semestre de 2021 ainda num patamar inferior ao registrado antes da pandemia da Covid-19. Em julho, o volume de serviços prestados no estado ficou 0,5% abaixo de fevereiro de 2020.
O movimento na Bahia vai em sentido oposto ao nacional. Em julho, no Brasil como um todo, o setor de serviços estava 3,9% acima do nível pré-pandemia, alcançando seu patamar mais elevado desde março de 2016.
Apesar da queda frente a junho/21, na comparação com julho de 2020, os serviços na Bahia seguiram com crescimento importante (28,7%).
Foi o quarto resultado positivo nessa comparação com o mesmo mês do ano anterior e o segundo maior avanço para o setor no estado em toda a série histórica da PMS (iniciada em 2012 para esse indicador), superando o registrado em junho/21 (28,3%) e só perdendo para a taxa de maio/21 (33,9%).
Entretanto, a alta se deu, mais uma vez, em cima de uma forte queda enfrentada em julho de 2020, frente ao mesmo mês de 2019 (-26,3%).
Nesse confronto interanual, os serviços também cresceram no Brasil como um todo (17,8%) e em quase todos os estados. Apenas Rondônia teve queda (-0,9%), enquanto Alagoas (40,7%), Acre (35,3%) e Roraima (33,1%) tiveram as maiores altas. A Bahia teve o quinto melhor resultado.
Assim, no acumulado de janeiro a julho de 2021, frente ao mesmo período de 2020, os serviços baianos cresceram 9,5%, sustentando um resultado positivo e acelerando em relação ao crescimento acumulado até junho (de 6,6%). Ainda assim, a taxa segue menor que a do país como um todo (10,7%) e é apenas a 15a entre as 27 unidades da Federação. Todos os estados mostraram avanço nesse indicador.
No acumulado em 12 meses, o setor de serviços baiano mostrou, em julho, sua primeira variação positiva em quase seis anos (0,2%). Ele vinha com recuos seguidos nesse indicador anualizado desde setembro de 2015.
Ainda assim, foi um resultado bem aquém do nacional (2,9%) e o 9o pior entre os 27 estados, empatado com Rio Grande do Sul e Paraíba. Nesse confronto, o setor apresenta altas em 19 das 27 unidades da Federação.
Frente a julho/20, 4 das 5 atividades de serviços avançam na BA; pelo 4o mês seguido, resultado é puxado pelos serviços prestados às famílias (381,3%)
Em julho, o perfil de desempenho do volume do setor de serviços na Bahia foi bem semelhante ao do mês anterior (junho).
O avanço frente a julho de 2020 (28,7%) foi resultado de altas em quatro dos cinco grupos de atividades investigados pelo IBGE. Apenas os outros serviços recuaram (-4,3%), mostrando um segundo resultado negativo consecutivo.
O crescimento do setor como um todo foi puxado, pelo quarto mês consecutivo, pelos serviços prestados às famílias (381,3%). O volume da atividade teve uma nova alta recorde, quase quatro vezes maior que a queda registrada em julho de 2020 frente ao mesmo mês em 2019, que havia sido de -79,9%. Foi o quarto resultado positivo consecutivo para essa atividade, depois de 13 quedas seguidas (de março/20 a março/21).
O segundo maior crescimento veio, mais uma vez, dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (35,3%), que também exerceram a segunda influência mais positiva no resultado geral de julho.O segmento mostrou seu quinto avanço seguido e é o único com crescimento no acumulado nos 12 meses encerrados em julho (6,4%).
Índice e variação da receita nominal e do volume de serviços, por atividades na Bahia
Divulgação/IBGE
Serviços turísticos na BA crescem de junho para julho (6,1%) e batem novo recorde frente a julho/20, com a maior alta da série histórica e do país (271,7%)
Em julho, as atividades de serviços ligadas ao turismo na Bahia seguiram crescendo (6,1%) frente ao mês anterior (com ajuste sazonal). Foi a terceira alta consecutiva para o indicador, que registrou a sua melhor marca para um mês de julho na série histórica, iniciada em 2011.
Nessa comparação, o resultado baiano ficou acima do registrado no país como um todo (0,5%) e foi o 3o melhor entre os 12 estados onde o agregado de turismo é pesquisado separadamente, ficando abaixo apenas de Pernambuco (9,5%) e Santa Catarina (9,4%).
No confronto com o mesmo mês do ano anterior, os serviços ligados ao turismo na Bahia bateram novo recorde. Tiveram mais uma vez o maior crescimento da série histórica para o estado, iniciada em 2012, e o melhor resultado do país (271,17%). O forte avanço se deu frente a uma queda de -72,7%, registrada em julho de 2020, frente ao mesmo mês de 2019.
Nesse confronto, todos os 12 estados apresentaram crescimentos significativos no volume das atividades turísticas, e o Brasil como um todo teve alta de 83,0%.
De janeiro a julho de 2021, os serviços ligados ao turismo na Bahia também seguiram crescendo (33,2%), com um resultado acima do país como um todo (13,1%) e o segundo melhor entre os estados – abaixo apenas de Goiás (38,7%).
Porém, no acumulado nos 12 meses encerrados em julho, os serviços turísticos baianos ainda mostram queda (-3,2%). Quase todos os estados têm recuo nesse indicador, à exceção de Goiás (5,8%), e o resultado nacional é de -13,2%. A Bahia tem a menor retração.
índice e variação da receita nominal e do volume das atividades turísticas na Bahia
Divulgação/IBGE
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