Perda de peso está ligada ao funcionamento do intestino, diz estudo

Pesquisadores do Institute for Systems Biology (ISB), nos Estados Unidos, descobriram que a perda de peso não depende somente de fechar a boca e praticar atividades físicas. Os cientistas perceberam que o emagrecimento, independente do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), está relacionado diretamente à genética dos microbiomas intestinais.

Ou seja, a análise do sistema intestinal baseada no código genético pode indicar a probabilidade que uma pessoa tem de eliminar os quilos a mais. O estudo foi publicado na revista científica da Sociedade Americana de Microbiologia.

Os pesquisadores avaliaram o perfil de 105 participantes de um programa de bem-estar do consumidor norte-americano. Metade dos voluntários perdeu peso de maneira consistente e a outra manteve o peso estável apesar das intervenções aplicadas.

Aqueles que eliminaram os quilos indesejáveis tiveram aumento da taxa de bactérias justificado por um desvio dos nutrientes da dieta para a microbiota. Foram encontradas bactérias específicas que parecem ser mais eficientes em usar o resultado da degradação de fibras e amidos complexos para crescer, competindo com o corpo pelas moléculas de energia e reduzindo as calorias recebidas pela comida. Esse processo ajudaria a perda de peso.

Já as taxas bacterianas de quem não emagreceu se mantiveram baixas, mostrando que o ambiente intestinal ficou mais inflamado e há uma capacidade maior de quebra das fibras não absorvíveis em açúcares.

“Nossos resultados ressaltam o fato de que o microbioma intestinal é um filtro importante entre os alimentos que consumimos e a corrente sanguínea. A perda de peso pode ser especialmente difícil quando as bactérias intestinais reduzem seu próprio crescimento, ao mesmo tempo que decompõem as fibras dietéticas em açúcares ricos em energia que chegam à nossa corrente sanguínea antes de serem fermentados em ácidos orgânicos pela microbiota”, afirmou Christian Diener, autor do estudo, em entrevista ao site Eurekalert.

De acordo professor assistente do ISB, Sean Gibbon, o estudo poderá indicar aos pacientes a prescrição de tratamentos mais adequados para o emagrecimento.

“No mínimo, este trabalho pode levar a diagnósticos para a identificação de indivíduos que responderão bem a mudanças moderadas de estilo de vida saudável e aqueles que podem exigir medidas mais drásticas para atingir a perda de peso. Ao compreender quais micróbios e processos metabólicos ajudam a promover a perda de peso, podemos começar a projetar intervenções prebióticas e probióticas direcionadas para tornar um microbioma resistente à perda de peso se pareça mais com um permissivo à perda de peso”, declarou ao site.

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