SC é estado onde mais foram encontrados pinguins-de-Magalhães em 2021, diz projeto


Dados do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) mostram que 2.421 animais da espécie foram achados no litoral catarinense. Pinguim resgatado em julho deste ano na praia do Ingleses, em Florianópolis (SC)

Santa Catarina é o estado do país com a maior incidência de pinguins-de-Magalhães em 2021. Segundo dados do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP), 2.421 animais da espécie foram encontrados no litoral catarinense entre janeiro e agosto.
A pesquisa nacional do PMP, executado pela Petrobras, mostra que, dos 12 mil animais encontrados no Brasil, 3393 são pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus). Atrás de Santa Catarina, está São Paulo, onde foram achados 559 animais da espécie.

Comuns nas Ilhas Malvinas, na Argentina e no Chile, os pinguins fazem anualmente movimentos migratórios sazonais para o Brasil entre os meses de junho e novembro. Os pesquisadores do PMP observam este comportamento migratório para tentar entender a variação entre um ano e outro.
Pinguim era jovem e estava debilitado, segundo veterinários

Praticamente a metade dos animais encontrados na costa brasileira foram tartarugas marinhas. Foram achados um total de 6.041 indivíduos. O Rio de Janeiro e o Espirito Santo são estados com maior incidência delas, com 1.606 e 994, respectivamente.
As equipes dos PMPs atuam diariamente e todos os animais marinhos encontrados debilitados ou mortos são avaliados e, quando necessário, são encaminhados para o atendimento veterinário. O período da reabilitação pode demorar alguns meses, de acordo com o estado de saúde de cada animal.
Em julho, um pinguim-de-Magalhães foi resgatado no Centro de Florianópolis. Imagens mostram o animal recebendo os primeiros cuidados de uma equipe veterinária e também sendo aquecido
Após ser resgatado, pinguim é aquecido em equipamento
O que posso fazer se encontrar um animal marinho morto ou debilitado?
Caso encontre um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue 0800 642 3341;
mantenha distância e ajude a isolar a área;
evite contato desses mamíferos ou outros animais silvestres com bichos de estimação, pois eles podem transmitir doença entre si. Os cachorros também podem atacar o animal.
evite tirar fotos com o uso de flash, nem forneça alimentos ou force o animal a entrar na água.

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