Vale só deve colocar nova captação no Paraopeba em pleno funcionamento mês que vem


Estação era prevista para setembro de 2020.A estrutura, determinada pela Justiça, é necessária para garantir abastecimento de água para a Grande BH, já que parte do rio Paraopeba foi contaminada pela lama de Brumadinho. Rio Paraopeba foi contaminado por rejeitos de barragem da Vale em Brumadinho
Ibama/Divulgação
Artboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUENão há data definida para a conclusão das obras da nova estação de captação de água no Rio Paraopeba, afetado pela lama da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho há mais de dois anos anos. Elas são de responsabilidade da mineradora, de acordo com termo de compromisso assinado em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).A nova estação, que começou a ser construída em outubro de 2019, deveria estar concluída em setembro de 2020. Em dezembro, a Vale disse à Comissão Especial de Estudo – Abastecimento Hídrico, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que a previsão de entrega seria fevereiro deste ano, cinco meses depois do acordado. Dias depois, vereadores apresentaram um relatório, alertando para o risco da capital e da região metropolitana sofrerem uma crise no abastecimento de água por causa do atraso nas obras de captação. A expectativa agora, segundo a Vale, é que a estação seja entregue neste mês de março. A comissão da Câmara Municipal visitou as obras na semana passada. De acordo como relator, o vereador Irlan Melo (PSD) a primeira etapa deve mesmo ficar pronta em breve. Mas a capacidade total do empreendimento só deverá acontecer no segundo semestre. “A primeira etapa, que é a liberação de 1m³ por segundo de vazão, deve estar sendo entregue agora em março, ou seja, começa a funcionar em março. Mas para que a capacidade total seja atingida, nós temos que esperar até 2 de agosto. Aí, a Copasa vai assumir 100% da planta e nos vamos ter uma garantia hídrica”, disse o parlamentar. Artboard 1MAIOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUECom o grande volume de chuvas que atingiram Belo Horizonte no fim de 2020 e início deste ano, os reservatórios estão acima de 90% de sua capacidade, afastado a possibilidade de uma crise de abastecimento. Em nota, a Vale disse que “a fase de comissionamento e testes deve começar nas próximas semanas, com a vazão inicial de 1.000 l/s, sendo aumentada gradualmente até atingir a vazão nominal de 5.000 l/s. O funcionamento do novo sistema à plena capacidade restabelecerá a mesma vazão (5.000 l/s) da captação atualmente suspensa no rio Paraopeba. Paralelamente, a Vale implementou um conjunto de ações emergenciais para contribuir com o abastecimento de água pela Copasa e fortalecer o sistema hídrico que atende a Região Metropolitana de Belo Horizonte, como a reativação de grandes poços no Vetor Norte e a interligação dos sistemas Velhas e Paraopeba”.Sistema ParaopebaArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MENOR DESTAQUEArtboard 1MAIOR DESTAQUEO antigo sistema de captação do Rio Paraopeba foi construído pelo governo de Minas em 2015 para minimizar os impactos da crise hídrica. Mas, com o rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em janeiro do ano passado, essa captação precisou ser suspensa, já que o rio foi atingido pelos rejeitos.A preocupação era que, sem a captação de água do rio, houvesse desabastecimento de água em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Por isso, a Vale teve que construir o novo sistema, que fica 12 km acima da estrutura com captação suspensa, onde o rio não recebeu lama.O G1 procurou o Ministério Público e a Copasa, mas até a conclusão desta reportagem, não tinham se manifestado. Nível dos reservatóriosO reservatório Rio Manso, que recebia a água bombeada do rio Paraopeba, estava com 74,2% até esta quarta-feira (16). Em outubro do ano passado, nove meses depois do rompimento, ele estava com 44,4% da capacidade.Já o reservatório Vargem das Flores estava com 70,6%, nesta quarta. No ano passado, também em outubro, a capacidade estava em 49%. O Serra Azul, que ficou em situação mais crítica durante a crise hídrica, se recuperou e estava com volume em 82,7% até esta quarta-feira. Em outubro do ano passado, o reservatório estava com 49,8%.O AssuntoPor G1 em 16/12/2020As encrencas dos filhos de Bolsonaro00:00 / 27:36

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Prevista para ser entregue em setembro de 2020, a nova estação de captação de água no rio Paraopeba, afetado pela lama da barragem da Vale, que se rompeu em Brumadinho há mais de dois anos, só deverá estar operando com capacidade máxima em outubro deste ano. A afirmação é do vereador Irlan Melo (PSD), relator da Comissão Especial de Estudo – Abastecimento Hídrico da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
“Nós vamos fazer uma reunião com o Ministério Público para buscar responsabilização criminal e aplicação de multa”, disse ele.
Em julho deste ano, a mineradora informou que a fase de testes operacionais iria começar, dez meses após o prazo inicias. Ela disse ainda que a estação estaria operando com toda sua capacidade em “semanas”. Mas dois meses depois, a estação opera com um quinto do potencial.
“O processo está sendo realizado em etapas, começando com o volume de 1.000 litros por segundo até alcançar a capacidade máxima de 5.000 litros por segundo, mesma vazão da captação atualmente suspensa. O volume de água bombeado já está contribuindo para o sistema de distribuição e abastecimento da Copasa”, disse a Vale nesta terça-feira (14).
Veja a nota completa da Vale no fim desta reportagem
Atrasos
A estrutura é de responsabilidade da mineradora, de acordo com termo de compromisso assinado em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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Atrasadas em 5 meses, obras de captação de água em rio atingido por lama da Vale ainda não foram entregues
A nova estação começou a ser construída em outubro de 2019. Em dezembro de 2020, três meses depois do prazo estabelecido para a entrega da obra, a Vale disse à Comissão Especial de Estudo – Abastecimento Hídrico, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que a nova previsão de entrega seria fevereiro deste ano, cinco meses depois do acordado.
Obras da nova estação de captação de água no Rio Paraopeba em fevereiro de 2021
Vale/Divulgação
Dias depois, vereadores apresentaram um relatório, alertando para o risco da capital e da região metropolitana sofrerem uma crise no abastecimento de água por causa do atraso nas obras de captação.
Em fevereiro deste ano, a Vale disse que a estação seria entregue no mês de março. Mas afirmou que a capacidade total do empreendimento só deveria acontecer no segundo semestre de 2021.
Obras para implantação de novo ponto de capitação no Rio Paraopeba começaram em outubro de 2019
Raquel Freitas/G1
Em julho, primeiro mês do segundo semestre, os testes operacionais da nova estação começaram a ser realizados.
A água captada é bombeada por tubulação até a Estação de Tratamento de Água Rio Manso da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
“Os testes operacionais do novo sistema de captação de água do rio Paraopeba, em Brumadinho, foram iniciados em julho e, durante o procedimento, foi verificada a necessidade de ajustes. A Vale, com acompanhamento da Copasa, realizou as correções necessárias e já iniciou o bombeamento de água”, disse a mineradora nesta terça.
Vale começa a testar nova captação de água do Paraopeba
A nova adutora tem cerca de 13 km de extensão e está sendo construída em duas etapas: a primeira, em uma extensão de aproximada de 11 km, até o ponto de interligação com a adutora existente da Copasa. A segunda fase vai permitir, de acordo com a Vale, a operação da nova captação de forma independente. O custo da nova estrutura é de cerca de R$ 580 milhões.
Segundo a mineradora, “em decorrência de fatores externos, alheios à vontade e controle da Vale, houve necessidade de adequação dos prazos. Dentre os fatores impeditivos, incluem-se restrições de segurança impostas pela pandemia da Covid-19”.
Sistema Paraopeba
Rio Paraopeba em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte
Thais Pimentel/G1
O antigo sistema de captação do Rio Paraopeba foi construído pelo governo de Minas em 2015 para minimizar os impactos da crise hídrica. Mas, com o rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em janeiro do ano passado, essa captação precisou ser suspensa, já que o rio foi atingido pelos rejeitos.
A preocupação era que, sem a captação de água do rio, houvesse desabastecimento de água em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Por isso, a Vale teve que construir o novo sistema, que fica 12 km acima da estrutura com captação suspensa, onde o rio não recebeu lama.
O Ministério Público (MP) disse que “vem acompanhando todas as intervenções realizadas pela empresa, inclusive aquelas necessárias à remediação de impactos hídricos para fins de abastecimento público. A captação no rio Paraopeba é, conforme dados da Copasa, extremamente importante para a segurança hídrica da região metropolitana”.
O órgão não comentou sobre o atraso de dez meses na entrega de uma obra pactuada em acordo com o próprio MP.
Já a Copasa disse que no momento não há risco de desabastecimento e que o termo de compromisso “possui como compromitente o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e como compromissária a empresa Vale S.A., além de outros intervenientes, dentre eles a própria Copasa”.
Nível dos reservatórios
O reservatório Rio Manso, que recebia a água bombeada do rio Paraopeba, estava com 73,4% até esta terça-feira (14). Em outubro do ano passado, nove meses depois do rompimento, ele estava com 44,4% da capacidade.
Já o reservatório Vargem das Flores estava com 61,5%, nesta terça. No ano passado, também em outubro, a capacidade estava em 49%.
O Serra Azul, que ficou em situação mais crítica durante a crise hídrica, se recuperou e estava com volume em 77,1% até esta terça-feira. Em outubro do ano passado, o reservatório estava com 49,8%.
Acordo bilionário
O acordo bilionário firmado entre o governo de Minas Gerais e a Vale, para reparar os danos causados pela tragédia em Brumadinho, também prevê investimentos para garantir segurança hídrica.
Deputados aprovam projeto que autoriza uso de cerca de R$ 11 bilhões do acordo da Vale
Dos mais de R$ 37 bilhões, R$ 2,05 bilhões deverão ser destinados a obras nas Bacias do Paraopeba e do Rio das Velhas, “que garantirão a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte, inclusive de municípios atingidos”.
“As intervenções têm o objetivo de melhorar a capacidade de integração entre os sistemas Paraopeba e das Velhas, evitando o desabastecimento”, diz o documento do governo.
Veja a nota da Vale na íntegra
Os testes operacionais do novo sistema de captação de água do rio Paraopeba, em Brumadinho, foram iniciados em julho e, durante o procedimento, foi verificada a necessidade de ajustes. A Vale, com acompanhamento da Copasa, realizou as correções necessárias e já iniciou o bombeamento de água. O processo está sendo realizado em etapas, começando com o volume de 1.000 litros por segundo até alcançar a capacidade máxima de 5.000 litros por segundo, mesma vazão da captação atualmente suspensa. O volume de água bombeado já está contribuindo para o sistema de distribuição e abastecimento da Copasa.
Paralelamente à construção do novo sistema, a Vale implantou um conjunto de ações complementares para fortalecer o sistema hídrico que atende a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Entre essas ações estão a reativação de grandes poços no Vetor Norte e a interligação de parte dos sistemas Velhas e Paraopeba, o que permite o aumento da transferência de água entre os dois mananciais. A empresa reforça seu compromisso com a reparação integral dos danos provocados pelo rompimento em Brumadinho.
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