Após solicitar revogação de medida protetiva, mulher é assassinada pelo ex-marido em Imperatriz

Homem matou ex-esposa, ex-cunhada e, em seguida, tirou a própria vida usando uma arma de fogo. Caso aconteceu nesse domingo (30). Alan invadiu casa de ex-companheira com arma de fogo em Imperatriz

Um homem, identificado como Alan, assassinou a ex-mulher, a ex-cunhada e, em seguida, tirou a própria vida, neste domingo (30), no bairro Nova Horizonte, em Imperatriz. As investigações apontam a insatisfação com o fim do casamento como principal motivação para o homem invadir a casa da ex-esposa e cometer o crime usando uma arma de fogo.
Segundo o delegado, Praxísteles Martins, titular da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pesssoa (DHPP), Alan ameaçava a ex-esposa, Gleyciane da Mota Bandeira, há alguns meses. “O autor do fato já vinha ameaçando a vítima há alguns meses e ontem cumpriu o que havia prometido”, disse ao G1.
Segundo a Patrulha Maria da Penha, Gleyciane chegou a pedir uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas em maio deste ano solicitou a revogação do processo. A segunda vítima do atirador foi identificada como Dayane da Mota Bandeira Oliveira, irmã de Gleyciane.
Nota da Patrulha Maria da Penha:
“Tivemos agora a pouco a informação de dois feminicídios e um suicídio (do autor) no bairro Santa Rita, em virtude da não aceitação de uma separação do casal. Fato esse lastimável, uma das vítimas, que já foi casada com o acusado, pediu uma medida protetiva neste ano, porém no dia 27/05/2020 solicitou a revogação por meio da defensoria pública, fato esse que corroborou para a extinção do processo em 26/06/2020.
Nós da patrulha Maria da Penha, que fiscalizamos o cumprimento dessas medidas protetivas, nunca recebemos a solicitação do acompanhamento desta em específico. Sugerimos a todas as mulheres que possuem medida protetiva que não solicitem a revogação da referida, pois o seu descumprimento, além de crime autônomo (lei 11.340/06), pode gerar uma prisão preventiva do acusado, sendo, portanto, uma ajuda estatal eficaz para as mulheres vítimas de violência doméstica.
A PMP (patrulha Maria da Penha) está diuturnamente fiscalizando essas medidas, promovendo a sensação de segurança para essas mulheres, protegendo Marias desses abusos patriarcais construídos ao longo do tempo. A Patrulha Maria da Penha se solidariza com amigos e familiares e lamenta o ocorrido.”

Tags , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.