Biden diz que Cuba, China e Rússia contribuíram para impasse político na Venezuela

Candidato democrata acusa Trump de fortalecer o governo de Nicolás Maduro, mesmo com as sanções impostas pelo republicano aos líderes do chavismo. Joe Biden, candidato democrata a presidente dos EUA, durante comício no estado de Delaware nesta quarta (2)

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, afirmou que Cuba, China e Rússia contribuíram para o impasse político na Venezuela. Além disso, ele acusou a política de Donald Trump de fortalecer o regime de Nicolás Maduro.
A entrevista foi concedida nesta quarta-feira (4) a uma emissora afiliada da rede NBC na Flórida. O estado, considerado essencial para chegar à Casa Branca, tem grande população latina, inclusive com muitos cubanos e venezuelanos.
“Foi um fracasso abjeto desde que ele [Trump] chegou ao poder. Nicolás Maduro ficou mais forte, as pessoas na Venezuela vivem pior, em uma das mais graves crises humanitárias do mundo. O país não está mais perto de eleições livres”, disse Biden.
A média das pesquisas compiladas pelo site Real Clear Politics na Flórida aponta vantagem apertada de Biden sobre Trump: 49% contra 45,3%, o que indica uma corrida ainda aberta pelos votos do estado. Nos EUA, a eleição presidencial depende do somatório dos delegados conquistados em cada um dos 50 estados além do Distrito de Columbia (saiba mais no VÍDEO abaixo).
Como funciona a eleição presidencial nos Estados Unidos
A estratégia de Biden é criticar Trump por não ter conseguido mudar o governo na Venezuela — mesmo impondo sanções progressivas a Maduro e outros políticos chavistas.
O republicano foi o primeiro a reconhecer o opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia Legislativa, como presidente interino da Venezuela. Com o tempo, entretanto, o líder da oposição a Maduro não conseguiu se firmar no poder mesmo com a crise econômica profunda e com o alto número de solicitantes de refúgio que deixaram o país.
Emergência nacional para educação
Durante ato de campanha no estado de Delaware nesta quarta-feira, Biden disse que a reabertura das escolas deveria ser tratada como emergência nacional. Ele acusou Trump de não ter um plano para a retomada das aulas presenciais.
“Proteger nossos estudantes, nossos educadores e nossas comunidades. Reabrir nossas escolas de maneira segura e efetiva: é isso uma emergência nacional”, enumerou Biden.
O democrata prometeu que, se eleito, acionaria a Agência Federal de Administração de Emergências (Fema, na sigla em inglês) para garantir os recursos às escolas. Nesta semana, a Fema anunciou que não arcaria com os custos do fornecimento de máscaras e desinfetantes nas instituições de ensino.

Com Agências

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