Células de câncer em divisão

A pandemia da Covid-19 transformou o termo ‘vacina’ em um dos mais digitadas em sites de buscas no mundo todo.

O método de imunização contra doenças infecciosas é uma das grandes armas da medicina contemporânea, e outras enfermidades já impulsionam uma vasta busca por uma vacina. É o caso do câncer, em suas mais diversas formas.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), a cada ano entre 2020 e 2022, o Brasil deve registrar cerca de 685 mil novos casos de câncer. Essa mesma estimativa afirma que até 7,6 milhões de pessoas morrem por conta do câncer mundialmente todos os anos.

Seria possível então, que uma vacina pudesse ajudar a combater essa doença, que ameaça a vida de milhões de pessoas?

Segundo o imunologista Gustavo Cabral, que é um dos coordenadores das pesquisas para uma vacina nacional contra a Covid-19, na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), “sempre é possível, sempre devemos sonhar”. No entanto, ele alerta para a necessidade de pesquisas longas e profundas para alcançar a fórmula, o que pode demorar muito tempo

O pesquisador também afirma que essas possíveis vacinas seriam direcionadas a determinados tipos da doença, e não seriam capazes de imunizar contra qualquer forma de câncer.

Células de câncer em divisão

“Sempre é possível, mas depende da atenção que damos àquilo. Se realmente quisermos desenvolver a tecnologia, então deve haver investimento financeiro, de tempo, humano e tecnológico”, explica ele.

Segundo o cientista, o investimento no desenvolvimento da pesquisa científica no país sempre traz bons resultados, e é uma necessidade quando se deseja alcançar novos patamares.

“Essa é a ideia da ciência, não ter barreiras”, completou Gustavo Cabral.

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