Corregedor-geral de Justiça do Rio se reúne com Bolsonaro em Brasília

O desembargador Bernardo Garcez faz parte da Turma Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que vai julgar o processo que investiga a prática de rachadinha no gabinete de um dos filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual. O presidente Bolsonaro recebeu, em Brasília, o corregedor-geral de justiça do Rio
O corregedor-geral de Justiça do Rio de Janeiro foi a Brasília se reunir com o presidente Bolsonaro.
O encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o corregedor-geral de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Bernardo Garcez, foi no início da tarde de sexta-feira (21), no Palácio do Planalto.
Garcez faz parte da Turma Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. É este colegiado que vai julgar o processo que investiga a prática de rachadinha no gabinete de um dos filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, do Republicanos, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Na saída, o desembargador deixou o Planalto sem falar com a imprensa.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afirmou que o encontro foi a pedido da Presidência da República e que a conversa entre o presidente Jair Bolsonaro e o corregedor durou aproximadamente duas horas. O tribunal disse que não foram tratados assuntos relacionados a processos judiciais, que na pauta da reunião estavam assuntos gerais de interesse da administração pública, como os desafios do Judiciário durante a pandemia e a participação da corregedoria no comitê de modernização de ambiente de negócios.
O senador Flávio Bolsonaro é suspeito de integrar o esquema de rachadinha em seu antigo gabinete. A prática consiste em reter parte do salário dos funcionários. As investigações apontam desvio de R$ 6 milhões. O Ministério Público ofereceu denúncia contra o senador no Tribunal de Justiça do Rio, que ainda não decidiu se ele vira réu ou não. O senador Flávio Bolsonaro nega as acusações.
Nesta semana, o procurador-geral da República, Augusto Aras, abriu uma apuração preliminar sobre uma suposta mobilização de órgãos do governo federal para tentar anular investigações do caso das rachadinhas. Com base num pedido da deputada federal do PT Natália Bonavides, o ministro do STF Ricardo Lewandowski cumpriu as regras da Corte e determinou que a PGR avaliasse se há elementos para investigar o caso.
Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com advogados de Flávio Bolsonaro e convocou para o encontro o chefe do Gabinete de Segurança institucional, ministro Augusto Heleno, e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem. O objetivo era identificar falhas na conduta da Receita Federal, mas eles não encontraram provas de qualquer irregularidade.
A defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que procurou o presidente da República para noticiar o cometimento de um crime contra um integrante da sua família por órgãos públicos, e não para pedir auxílio de quem quer que seja para determinado processo.
O Palácio do Planalto disse que o encontro com o desembargador Bernardo Garcez fazia parte da agenda normal e pública do presidente.
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