Funai deverá entregar até 500 mil cestas de alimentos a famílias indígenas

São 15,6 mil toneladas de alimentos para ajudar no combate à pandemia de Covid-19

Com a distribuição das cestas, o Governo Federal quer garantir a segurança alimentar dos povos indígenas

A Fundação Nacional do índio (Funai) deve concluir nos próximos dias a entrega de cerca de 500 mil cestas de alimentos a famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social em todo o país. São 15,6 mil toneladas de alimentos para ajudar no combate à pandemia de Covid-19.

A ação conta com a parceria do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e de doações voluntárias. “Essa força tarefa mobiliza cerca de 450 servidores da Funai, de Norte a Sul do país, superando, assim, diversos desafios logísticos para que os alimentos cheguem às comunidades indígenas”, explicou a coordenadora geral de Promoção dos Direitos Sociais da Funai, Iracema Gonçalves Alencar.

Até o momento, a Funai já distribuiu quase 400 mil cestas de alimentos a famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social. Já foram beneficiadas 154 mil famílias em mais de três mil comunidades indígenas. As cestas contem itens como arroz, feijão, macarrão, farinha de trigo, fubá, óleo e leite e pó.

Com esses alimentos, o Governo Federal quer garantir a segurança alimentar dos indígenas neste momento de pandemia e mantê-los nas aldeias, para minimizar as chances de contaminação pela doença.

“Além de reduzir e evitar os deslocamentos para os centros urbanos, a medida assegura o sustento das famílias diante dos impactos da pandemia para a economia local”, disse Iracema.

Recursos investidos pela Funai

A Funai já investiu cerca de R$ 26 milhões no enfrentamento ao novo coronavírus. Parte desses recursos foi empregado na distribuição de 62 mil kits de higiene e limpeza a comunidades indígenas. A fundação também promove, por meio das coordenações regionais, atividades de conscientização sobre a doença.

Também foram investidos cerca de R$ 10 milhões em ações de apoio às atividades de piscicultura, confecção de máscaras de tecido, artesanato, entre outras. A intenção é fazer com os indígenas mantenham suas atividades, além colaborar para que, no pós-pandemia, as etnias invistam em processos de geração de renda.

Barreiras Sanitárias

Para evitar a propagação da COVID-19 nas comunidades indígenas, ainda em março, a Funai suspendeu as autorizações para ingresso em aldeias. Atualmente, são 311 barreiras sanitárias para impedir a entrada de não indígenas nesses territórios.

A fiscalização para coibir irregularidades em terra indígenas, como extração ilegal de madeira e atividade de garimpo, também não parou. Já foram realizadas 184 ações em 71 áreas indígenas.

Auxílio Emergencial

O Governo Federal também vem repassando o auxílio emergencial para garantir uma renda mínima aos indígenas neste período de pandemia. No total, já foram pagos R$ 233,5 milhões para mais de 151 mil índios. A região Norte concentra o maior número de beneficiários, seguida das regiões Nordeste e Centro-Oeste.

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