HU monta força-tarefa para garantir contratações de emergência

De uma hora para outra, as instituições de saúde tiveram que rever toda a sua estrutura, organizar novos espaços e, principalmente, reforçar o quadro de pessoal para enfrentar a pandemia da Covid-19. Em Florianópolis, o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago montou uma força-tarefa para garantir que tudo fosse feito na agilidade necessária, sem atropelar as exigências legais.

A Divisão de Gestão de Pessoas (DivGP) do HU-UFSC conseguiu garantir a integração de mais de 110 pessoas aos quadros do hospital desde o início da pandemia. Ou seja, a mesma equipe que cuida de todo o gerenciamento de pessoal – o que inclui registros de ponto, horas extras, férias, folha de pessoal, atendimento de casos pessoais, revisão e liberação de benefícios, segurança do trabalho, medicina do trabalho, entre outros – precisou se desdobrar para garantir que esses novos trabalhadores entrassem em tempo recorde para entrar na luta contra a pandemia.

As contratações acontecem por meio do Processo Seletivo Emergencial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal que faz a gestão do HU, e permitiu, em conjunto com outros fatores, atender as demandas decorrentes da pandemia, previstas no Plano de Contingência do hospital.

Atenedimento segue normalizado no Hospital Universitário (Foto: Róbinson Gambôa / Tudo Sobre Floripa)

De acordo com a assistente administrativo Gladys Samudio, que está na chefia da DivGP interinamente, todos os trabalhadores da divisão se envolveram nesta força-tarefa, garantindo estas contratações sem prejudicar o andamento dos trabalhos normais.

– Esse processo de contratação é diferenciado porque ele é emergencial, o que implica que é feito de uma forma mais acelerada, mais concentrada entre as etapas -, explicou.

A contratação de pessoas começa com os processos seletivos e, quando sai o edital de convocação, a equipe da DivGP se mobiliza para colocar estes profissionais dentro da instituição, num processo que começa na análise dos documentos. Para cada um convocado, são analisados os documentos de até cinco candidatos, em média.

– Isso é feito individualmente. Tem um grupo que faz este primeiro trabalho e como nem todos os convocados cumprem as exigências, é preciso analisar um volume maior de documentos -, explicou, relatando que participam deste processo assistentes administrativos, psicólogo e outros profissionais da divisão.

O passo seguinte é o contrato de trabalho que, no caso do processo seletivo emergencial, é feito manualmente.

– Nas contratações normais, existe um contrato padrão, mas neste caso da contratação decorrente da pandemia, há um contrato para cada caso -, detalhou.

Feito isso, a pessoa já está contratada legalmente para trabalhar no HU, mas o trabalho não para. Neste momento, a DivGP mobiliza todos os demais agentes para o processo de integração – divulgando a solenidade, convocando os gestores, solicitando os responsáveis pelo treinamento e qualificação de pessoal, por exemplo.

Paralelamente, já estão sendo feitos os cadastros dos novos trabalhadores temporários, incluindo a inserção dos nomes e matrículas, a entrada dos dados no sistema de folha de pagamento, no gerenciamento da Ebserh. Entram, ainda, os cadastros relativos a benefícios (creche, vale-alimentação, vale-transporte, entre outros). Também é preciso cadastrar a biometria, devolver as carteiras de trabalho, dar orientações sobre ponto eletrônico e registro de frequência, além das funcionalidades do sistema de gerenciamento de pessoal.

Para quem pensa que o trabalho acabou, ainda falta lotar as pessoas em seus locais de trabalho, explicar onde vai trabalhar, cadastrar jornada, entre outros dados. Paralelamente, estão ocorrendo, neste momento, as partes da Saúde Ocupacional, da Segurança do Trabalho e da Medicina do Trabalho, entre outros. Desde março, quando começou o processo já foram integrados 119 profissionais no HU.

Atividades são mantidas durante a pandemia
Gladys Samudio esclareceu que neste processo emergencial começou em março e a divisão tinha uma equipe de quatro assistentes administrativos.

– Buscamos um reforço e pelo menos três assistentes vieram trabalhar conosco, mas estes profissionais precisam retornar para suas áreas, então nossa equipe tem de se desdobrar para manter o todo o trabalho -, explicou.

Desde o início da pandemia, a DivGP está tentando priorizar o atendimento por e-mail, mas muita coisa, como a biometria e a entrega de documentos, tem de ser presencial.

– Fazemos de tudo para evitar aglomeração, por isso temos que nos organizar para receber estas pessoas, com menos riscos de contágio. Agendamos horários e vamos nos organizando -, disse.

Ela acrescenta que, apesar das dificuldades decorrentes da pandemia, nenhum trabalho da divisão foi prejudicado.

– Não deixamos de contratar, a equipe se desdobrou, fez horas excedentes, todo mundo fez algum esforço extra para garantir que tudo continue funcionando e sejam feitas estas contratações. Em alguns momentos, as contratações ficaram abaixo das expectativas porque o candidato não veio ou por falta de documentos, mas a máquina aqui não parou e a prova disso é que todo este contingente já está dentro do HU -, afirmou a chefe.

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