Investigações das compras emergenciais de Garopaba terão novos capítulos

Embate entre vereadores acabou com vídeo da entrevista do empresário que fez a venda em toda a grande mídia

Com a prorrogação por mais 90 dias dos trabalhos, novos capítulos estão previstos na Comissão de Investigação da Câmara de Vereadores de Garopaba sobre a compra emergencial da Prefeitura. Na última quarta-feira, 5, um embate entre vereadores acabou por extrapolar os limites do município e levou o vídeo da investigação ao maiores veículos de imprensa catarinenses. Luizinho Campos (PSB) e Júnior de Abreu (PP) discordaram durante o depoimento do proprietário da empresa que fez a venda, Luiz Henrique Alberton, da Isamed.

No final da sessão do dia 5 de agosto, o vereador Júnior fez um questionamento ao empresário. Antes da resposta, Luizinho Campos lembrou que ele teria o direito de não responder e a polêmica se instalou na cidade com o silêncio de Luiz Alberton. “Eu fui incentivador, assinei de pronto o requerimento para criação da Comissão Especial de Inquérito para apurar possíveis irregularidades na compra de máscaras e álcool gel. Se tivesse qualquer rabo preso, qualquer dificuldade, não assinaria o requerimento para criação da referida comissão”, protesta Campos.

As compras de mil litros de álcool gel e mil máscaras N95 despertaram a atenção dos vereadores pelo valor fora do preço corrente. “A Câmara de Vereadores instaurou uma Comissão de investigação depois de a secretária de saúde comprar 1000 litros de álcool gel 1lt por R$ 51,00 a unidade e 1000 máscaras N95 R$ 72,00 a unidade”, contextualiza Júnior de Abreu.

Escândalos comprovados e acusações político-midiáticas foram registrados em todo o Brasil ao longo da Pandemia da Covid-19. Em Garopaba as investigações foram prorrogadas por mais 90 dias. “Se fosse tendencioso na condução dos trabalhos, não teria eu, votado no próprio vereador Júnior (PP), da oposição, para ser relator da Comissão Especial. O vídeo em questão foi manipulado, distorcido e usado de forma maldosa pelas oligarquias, pelos partidos que sentem falta do poder”, alega o vereador Luizinho.

Tratando exatamente do polêmico silêncio do empresário, os vereadores justificam seus atos. “Com os valores supostamente superfaturados, quarta-feira foi o dia do depoimento do responsável da empresa Isamed. E uma das tratativas é um orçamento que recebemos da mesma empresa com o valor duas vezes menor. O presidente da comissão (Luizinho) informou que ele poderia ficar em silêncio e ele obviamente aceitou. Agora vamos buscar a maneira legal de conseguir esta informação”, projeta Júnior de Abreu.

Para Campos, naquele momento, tendo surgido novos questionamentos do Vereador Júnior, ele apenas renovou ao senhor Luiz Henrique Alberton, aquilo que é de direito do interrogado. “Isso conforme prevê a Constituição Federal de 1988, é dever daquele que conduz o procedimento investigatório informar aos acusados e testemunhas seus direitos”, pontua Luizinho que complementa. “Me perseguem, inventam, distorcem porque não sou de família tradicional. Não tenho a política como herança como eles. Lutei muito defendendo os que mais precisam para estar onde estou hoje e por isso me perseguem. Vamos continuar lutando, pela democracia, pela verdade e pela justiça”, finaliza.

Assista o Vídeo.

Com Agências

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