Luta antirracista une Nenê e Hyuri, esperanças de Fluminense e Atlético-GO

As posições de Fluminense e Atlético-GO na tabela do Brasileiro mostram que os clubes estão distantes esportivamente. O Tricolor está no G-4 e busca a terceira vitória seguida, enquanto o Dragão está na lanterna e amarga três derrotas consecutivas. Mas quando eles se enfrentarem hoje, às 19h15 (de Brasília), no Maracanã, verão seus destaques unidos por uma causa maior: a luta antirracista.

Artilheiro do Fluminense na temporada, Nenê não é destaque apenas dentro de campo. Um dos líderes do elenco, o camisa 77 demonstra voz ativa no apoio a movimentos sociais fora dele. Foi assim quando o clube defendeu os profissionais de saúde em meio à pandemia da Covid-19 e também ao fazer postagens em prol do movimento “Vidas Negras Importam”.

— Nossa luta contra o racismo é diária. Não podemos aceitar que preconceitos como esse continuem acontecendo, ainda mais dentro de campo, que é um lugar onde todos são iguais. O futebol é para todos e todas, é um dos esportes mais democráticos que existem, nosso papel é seguir alertas para que situações assim não aconteçam. É triste e revoltante quando temos algum episódio de racismo, pois uma das coisas que Deus ensinou, é que todos são iguais e não deve haver diferenciação entre nós. Pessoalmente e como atleta de um clube que apoia a luta antirracista, procuro vigiar e combater todo e qualquer preconceito, dentro e fora do futebol — conta Nenê.

Já Hyuri, destaque do Atlético-GO neste ano, comemorou um dos gols na vitória por 3 a 0 contra o Flamengo fazendo o gesto dos Panteras Negras, movimento negro criado nos Estados Unidos. O atacante de 28 anos também não se calou em meio aos protestos e quer luta como movimento contínuo.

— O momento máximo do futebol é o gol e todos os olhos do País estão virados para você. É oportunidade de expor o movimento. Não pode ser algo de uma hashtag em rede social, não pode ser algo de um dia, uma noite, uma semana — conta Hyuri.

Sobre a partida

Para a partida, o Fluminense seguirá com um desfalque no gol. Muriel, com desconforto na perna esquerda, será poupado e Marcos Felipe será o titular.

O lateral-direito Lucas Calegari também não apresentou problemas físicas e pode atuar. O Flu tem três desfalques por suspensão: Igor Julião, Yuri e Wellington Silva.

A equipe de Odair Hellmann deve atuar com Marcos Felipe; Calegari, Nino, Digão e Egídio; Hudson, Dodi e Michel Araújo; Nenê, Marcos Paulo e Evanilson.

Já Vagner Mancini prometeu mudanças no time do Atlético-GO. Tanto de postura como de peças. O técnico rubro-negro avisou que vai dar uma sacudida no Dragão antes do duelo contra o Fluminense.

— A atitude vai mudar, seja com mudanças de peças ou de outra forma. Do jeito que está, não estou satisfeito. Já aviso para o torcedor. Cheguei, observei e tentei manter alguns atletas. Mas, a partir do momento em que não tenho o retorno, vou mexer. Vi atletas que entraram renderem mais do que os que começaram — declarou.

Mancini não tem desfalques por Covid-19, mas Jorginho não viajou com a delegação por conta do desgaste físico. A provável escalação está formada por Jean; Moacir (Dudu), Gilvan, Éder e Nicolas; Edson, Willian Maranhão, Matheus Frizzo e Chico; Hyuri e Gustavo Ferrareis (Renato Kayzer).

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