Meteorito que caiu no sertão de Pernambuco

Meteoritos caíram em diversas cidades do sertão de Pernambuco, na manhã da quarta-feira (19). O fênomeno foi ouvido como uma explosão em Santa Filomena, sertão pernambucano, e nas cidades ao redor do município.

Um morador de Santa Filomena gravou um vídeo após a queda do meteorito que atingiu a casa de sua irmã. O homem diz nas imagens que, “na explosão, dá para ver o buraco que ficou [na telha da casa]. Estava quente, pegando fogo mesmo, vermelho”, enquanto mostra o corpo celeste negro em sua mão.

A “Brazilian Meteor Observation Network – BRAMON”, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve e opera uma rede de monitoramento de meteoros, segundo consta no site da própria entidade, afirma que o objeto não traz qualquer risco para a população.

A orientação é para que as pessoas guardem cada pedaço, visto que são importantes para história de formação do sistema solar e não emitem radiação ou veneno. Alguns meteoritos antecedem a formação da Terra.

“Geralmente, a gente vê esses meteoritos acontecendo durante a noite. De manhã é difícil por conta da luminosidade do céu. Imagens do Climaaovivo mostram que esses meteoros foram visíveis de dia e ocorreu exatamente às 10h18 desta quarta-feira (19). Foi registrado em várias cidades ao redor de Santa Filomena”, afirmou José Lucas, físico da ABRAMON e astrofotógrafo.

Ainda de acordo com José Lucas, esse é um fenômeno comum que acontece em diversas partes do mundo. A diferença em relação ao ocorrido no Brasil é ter atingido uma área urbana, inclusive caindo sobre uma residência em Santa Filomena.

José Williams, pesquisador titular do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, da Divisão de Astrofísica, relatou apenas duas situações semelhantes, sendo uma em Nova York onde um carro foi atingido nos anos 90. Ele explicou que os meteoritos são corpos que vêm do espaço, podendo ser metálicos ou rochosos.

Uma das maiores especilistas em meteoritos do Brasil, a doutora Maria Elizabeth Zucolotto, astrônoma que possui mestrado em geologia e é professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro, chefe-substituta do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional/UFRJ e curadora de meteoritos, irá para a região com o intuito de recuperar esses objetos. Ao seu lado André Moutinho, colecionador de meteoritos, também se desloca ao local.

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