MP conclui investigação sobre “rachadinha” de Flávio Bolsonaro

A Bolsotini, franquia da Kopenhagen, firma aberta por Flávio e Queiroz (com a participação da filha Evelyn), já foi alvo da investigação. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Filho do presidente foi investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concluiu, nesta segunda-feira 31, as investigações sobre o suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele ainda era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O órgão agora vai decidir por denunciá-lo ou não.

O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro foi investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em suposto esquema do qual faria parte o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

Além de Queiroz, mais 11 ex-funcionários de Flávio são investigados no caso.

Foro privilegiado

Até julho, a investigação transcorria em primeira instância, perante a 27ª Vara Criminal do Rio, e era realizada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc).

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), no entanto,  concedeu ao senador o direito a foro privilegiado por prerrogativa de função – por ter sido deputado, segundo a Corte, ele tem direito a ser julgado diretamente pela segunda instância.

O caso passou da 27ª Vara para o Órgão Especial do TJ-RJ, composto por 25 desembargadores, e a acusação saiu da alçada do Gaecc e passou ao procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem.

O MP-RJ recorreu da decisão do TJ-RJ de conceder foro privilegiado a Flávio e tenta suspender a decisão.

Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.