Página de Instagram @justicefordijonkizzee mostra protesto em Los Angeles após morte de ciclista

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Los Angeles foi palco de um protesto após caso em que Dijon Kizzee, um homem negro de 29 anos, morreu durante um confronto confronto com policiais, na segunda-feira no sul de Los Angeles.

Segundo a polícia, por volta das 15h15 de segunda-feira (pelo horário local), dois agentes de segurança tentaram impedir Kizzee, que andava de bicicleta, por uma “violação do código de trânsito”. Quando eles se aproximaram dele, ele teria descido da bicicleta e saiu correndo.

O tenente do xerife Brandon Dean disse aos repórteres que os policiais alcançaram o suspeito a cerca de um quarteirão de distância e, quando o abordaram, o homem deu um soco no rosto de um dos agentes, deixando cair peças de roupa que carregava.

Foi nesse ponto que, segundo a versão da polícia, os agentes “perceberam que dentro das peças de roupa que ele deixou cair havia uma arma preta semiautomática”, e foi quando os dois abriram fogo, atirando no homem várias vezes, disse Dean. Os investigadores recuperaram uma arma do local.

O homem, mais tarde identificado como Kizzee, foi declarado morto no local e uma autópsia está marcada para terça-feira. Nenhum dos policiais ficou ferido, disse Dean.

O ativista Najee Ali, que auxilia a família, nega que Kizzee tenha sido uma ameaça no momento do tiroteio. “Estar de posse de uma arma e de fato usá-la ou tê-la em mãos são duas coisas diferentes”, disse Ali, acrescentando que “ele não apontou a arma” para os policiais.

A família pede que o xerife Alex Villanueva libere os nomes dos policiais envolvidos no caso e determine sua “prisão e processo criminal”.

“Estou triste e com raiva ao mesmo tempo”, disse a tia de Kizzee, Fletcher Fair, em entrevista coletiva. “Isso não é a América. Isso é ridículo. Nós somos humanos. Eu não dou a mínima para a raça que você é. Nós somos seres humanos.”

A morte de Kizzee ocorreu em meio a protestos públicos contra o tiroteio da polícia em 23 de agosto contra Jacob Blake em Kenosha, Wisconsin, e a morte de George Floyd em Minneapolis em maio, depois que um oficial se ajoelhou em seu pescoço.

Polícia não usava câmeras corporais

Dean disse que os agentes ainda não deram depoimento e não estavam usando câmeras corporais, ainda não implantadas em Los Angeles, de acordo com a afiliada da CNN KABC. O Conselho de Supervisores de Los Angeles aprovou na terça-feira US$ 25 milhões para que o departamento do xerife invisita em câmeras corporais, que poderão gravar a ação de policiais.

Villanueva estimou que levará cerca de 18 meses para implementá-los totalmente.

Após o tiroteio, o grupo ativista Black Lives Matter L.A. tuitou uma convocação para que os manifestantes se reunissem na área. A afiliada da CNN, KCBS / KCAL, estimou que cerca de 100 manifestantes estiveram no local na noite de segunda-feira, gritando por justiça.

“Quantas vezes mais teremos que nos reunir aqui, lamentando a perda de nossos irmãos e irmãs”, disse um manifestante ao KCBS / KCAL.

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