Pessoas em situação de vulnerabilidade social com Covid-19 terão local para cumprir quarentena, em Maceió


Centro de Acolhimento foi inaugurado no Benedito Bentes e tem capacidade para receber até 156 residentes ao mesmo tempo. Centro funcionará 24h por dia e contará com uma ambulância permanente e equipe formada por 40 profissionais

A Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) inaugurou nesta segunda-feira (27) o Centro de Acolhimento e Isolamento Social (Cais). O local é destinado às pessoas em situação de vulnerabilidade social, diagnosticadas com a COVID-19, que precisam cumprir o isolamento de 14 dias.
O projeto é fruto de uma parceria público-privada com a Fundação Itaú, por meio do programa Todos pela Saúde.
A Seads esclarece que o local não é não é um centro hospitalar, nem uma unidade de saúde. O Cais vai funcionar como moradia para aqueles que não possuem um lugar adequado para cumprir o período de isolamento.
Serão oferecidos 13 dormitórios masculinos e femininos (sete estão ativados no momento); cinco refeições ao dia, individuais e em embalagem descartável; oito banheiros com chuveiros e sanitários, quatro masculinos e quatro femininos; ventiladores; lavadoras de roupas; refeitório, centro de convivência, com mesa de pebolim, televisão e espaço de leitura, onde serão ministradas oficinas online e presencial pelas equipes monitoras.
Os residentes receberão toalhas de banho e material completo de higiene pessoal. O Centro funcionará 24h por dia e contará com uma ambulância permanente para o deslocamento dos residentes em caso de agravamento do quadro da doença.
A superintendente de Avaliação e Gestão da Informação da Seades e coordenadora administrativa do centro, Daniela Gazzaneo, explicou que caso haja alguma piora, o residente pode ser encaminhado para a equipe ou para a Upa.
“Estamos bem alinhados com a Upa do Benedito Bentes e do Jacintinho, como também com o Hospital Metropolitano para que, havendo necessidade, possamos referenciar para essas unidades de saúde”.
Para facilitar o diagnóstico de infecção, a Fundação Itaú forneceu à rede pública de saúde kits do exame RT-LAMP, que detecta o vírus em 24 horas.
Os residentes serão acompanhados por coordenadores geral e administrativo, além de uma equipe de 40 profissionais: enfermeiros, técnicos de enfermagem, bombeiros civis, agentes de segurança e de limpeza, auxiliares administrativos, copeiros, cozinheiros, controladores de acesso e porteiros. Todos os profissionais receberam Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e passaram por capacitação com consultoria especializada.
O Cais pode abrigar até 156 pessoas ao mesmo tempo. No momento, ele tem capacidade para receber 120. Em sistema de rodízio, o número pode chegar a 500. A princípio, serão acolhidas pessoas da capital.
A entrada no Centro é voluntária e será oferecida aos interessados na rede de saúde municipal e estadual. Para ter acesso, é preciso ser diagnosticado com o coronavírus, por meio de exames laboratoriais; possuir autonomia de locomoção e estar em posse da medicação prescrita para o tratamento da COVID-19.
Os residentes serão identificados por ficha de admissão e receberão orientações sobre o regulamento interno do Cais. O Centro acolhe pessoas em qualquer fase da infecção, mas o ideal é que o acolhimento ocorra no início da quarentena. Os residentes estarão separados em espaços distintos de acordo com o tempo de contágio, de 0 a 7 dias, ou de 7 a 14 dias.
Inicialmente o Cais vai funcionar durante 60 dias mas esse prazo pode ser prorrogado por mais um mês. O centro será gerenciado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), uma Organização Social sem Fins Lucrativos (OS).
O centro foi instalado na Escola Estadual Dr. Francisco Melo, no conjunto Moacir Andrade, no Benedito Bentes, que foi reformada e ganhou novo refeitório.
Escola Estadual Dr. Francisco Melo, no Conjunto Moacir Andrade, Benedito Bentes, foi reformada para abrigar o Cais


Com Agências

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