Polícia Federal faz batida em apê de Balneário em operação de combate ao tráfico de drogas

Um apartamento de Balneário Camboriú foi alvo de uma ordem judicial de busca e apreensão nesta terça-feira. A batida faz parte da operação Além Mar, que busca desarticular um esquema de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
No apartamento foram apreendidos vários documentos, que a partir de agora serão analisados pela polícia Federal de Recife, no Pernambuco, responsável pela investigação.
Ao todo foram cumpridas 139 ordens de busca e apreensão e 50 mandados de prisão, sendo 20 prisões preventivas e 30 prisões temporárias, expedidos pela 4ª Vara Federal de Pernambuco.
Além de Balneário, os mandados foram cumpridos em Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio do Grane do Norte e São Paulo.
A justiça federal autorizou o sequestro de sete aviões, cinco helicópteros, 42 caminhões e 35 imóveis, entre casas e fazendas, ligados aos investigados no esquema criminoso. Também foram bloqueados R$100 milhões da conta dos investigados.
Desde o início das investigações, no início de 2019, foram presas 12 pessoas e apreendidas mais de 11 toneladas de cocaína, no Brasil e na Europa, relacionados ao esquema criminoso.
Um dos presos foi Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, 33 anos, o Minotauro, preso em fevereiro de 2019, em um apartamento de luxo na avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. Ele era um dos narcotraficantes mais procurados pela polícia do Brasil e do Paraguai.

O esquema
Quatro organizações criminosas agiam pra mandar toneladas de cocaína pra Europa através dos portos brasileiros, especialmente o porto de Natal.
A primeira célula do grupo ficava em São Paulo e transportava cocaína por aviões até o estado. A partir daí, a droga era distribuída pro restante do bando no Brasil e também mandada pra Europa.
O segundo bando ficava em Campinas e recebia a cocaína fazendo a distribuição interna e exportação para Cabo Verde e Europa.
O terceiro grupo era da cidade de Recife, em Pernambuco, formado por empresários do setor de transporte de cargas, funcionários e motoristas de caminhão, que faziam a logística de transporte rodoviário da droga até o produto ser camuflado dentro de contêineres.
A quarta parte da organização ficava na região do Braz, em São Paulo, e atua como banco paralelo, lavando a grana do tráfico em contas bancárias de empresas fantasma, de fachada ou em nome de “laranjas”.

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