Preso desde 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral foi condenado mais uma vez por crimes apurados pela operação Lava Jato nesta semana

Preso desde 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral foi condenado mais uma vez por crimes apurados pela operação Lava Jato nesta semana. Dessa vez, as investigações deram corpo à Operação C’est Fini, que faz alusão a ‘Farra dos Guardanapos’. As penas das 14 condenações de Cabral já somam 294 anos de prisão.

O ex-governador colabora com a justiça desde o ano passado. Em 2019 ele fechou delação premiada com a Polícia Federal. Nos depoimentos que deu ao juiz Marcelo Bretas, confessou que recebia dinheiro desviado de obras públicas.

“Eu estou dobrando o metrô de extensão, por que não receber um recurso para mim, pessoalmente, e para os meus companheiros?”, confessou. As revelações feitas por Cabral só servirão para reduzir as penas em uma das 31 ações penais das quais ele é réu. Os quase trezentos anos de prisão continuam valendo.

O filho Marco Antônio Cabral sai em defesa do pai. “Crucificar o ex-governador Sérgio Cabral como o grande culpado tá errado. Porque era uma praxe que acontecia por todo o território nacional”, disse.

A carreira do pai influenciou a vida política de Marco Antônio. Para o bem e para o mal. Em 2014 ele aproveitou um resquício de popularidade de Sérgio Cabral e se elegeu deputado federal com quase 120 mil votos.

Quatro anos depois, no auge das denúncias contra o pai, teve menos de 20 mil e não conseguiu se reeleger. Hoje, Marco Antonio abandonou a carreira política e atua como advogado. “Eu, Marco Antônio, trato a questão como um aprendizado. Você tem que tirar um aprendizado de tudo isso. É muito doloroso”, desabafa.

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