Retrocesso do Alto Tietê para a fase amarela do Plano SP preocupa proprietários de academias


Com a mudança, horário de funcionamento e capacidade de público serão reduzidas. Retrocesso para a fase amarela do Plano São Paulo preocupa donos de academia de Mogi
O retrocesso do Alto Tietê para a fase amarela do Plano São Paulo, anunciado na segunda-feira (30), está preocupando os empresários do setor de academias.
Com a mudança, o horário de funcionamento dos estabelecimentos será reduzido em duas horas e a capacidade máxima de ocupação também passará de 30% para 60%.
Alto Tietê volta para a fase amarela do Plano SP; eventos e atividades culturais com público em pé são proibidos
Entidades ligadas ao comércio projetam perdas para o setor com regresso de Mogi à fase amarela do Plano SP
Após elevação das taxas de internação e ocupação de leitos, prefeitos de seis cidades do Alto Tietê são convidados para reunião com governador
Para Marcos Pudo, que é proprietário de uma academia em Mogi das Cruzes, a decisão do Governo Estadual dificultará o atendimento aos alunos. Ele acredita que a mudança ainda aumentará o risco de aglomeração.
“Vai impactar no nosso processo de atendimento. Vai ter mais dificuldade para alocar o mesmo número de pessoas. Então, de 40, 50% dessas pessoas, em um número de horas menores. Teoricamente, a gente precisaria ou manter ou, de preferência, ampliar para que o número de pessoas, a aglomeração, fosse ainda menor”.
Ele conta que, desde que reabriram o espaço, estão seguindo todos os protocolos de controle da pandemia. Tem álcool 70% para a higienização dos aparelhos, alunos e funcionários usam máscaras o tempo todo e o distanciamento social é respeitado.
“A gente não tem aglomeração, pois estamos todos seguindo os protocolos. As academias seguem os protocolos enviados no início do ano. O ideal seria a gente ampliar e não reduzir”, comenta Pudo.
“[Eu] estava até brincando que o ideal seria obrigarem a gente abrir 24 horas por dia e atender um número mínimo de pessoas todos os dias para garantir mais a segurança ainda. Não restringir o horário e fazer com que as pessoas venham juntas treinar”, conclui.
O engenheiro Fabiano Miranda voltou a frequentar a academia em agosto. Ele treina quatro vezes por semana e está adaptado a nova rotina de higienização e uso da máscara pra prática da atividade física.
“Me sinto seguro sim, porque todo pessoal você vê com frasco, com álcool em gel, e todos fazem a limpeza necessária. Não podemos parar. Os grandes beneficiados somos nós mesmos”, aponta o frequentador.
Proprietário de academia em Mogi afirma que está seguindo os protocolos de segurança sanitária
Reprodução/TV Diário
Em uma escola de dança, também em Mogi, o horário de funcionamento não deve ser alterado mesmo com a volta para a fase amarela. Por causa da pandemia, o número de alunos diminuiu bastante e, mesmo na fase verde, o funcionamento já era de no máximo nove horas por dia.
“A gente já está trabalhando com um publico bem reduzido, em torno de 50, 40% do público total que a gente tinha, que não chega na capacidade máxima que a gente tem no imóvel de atendimento”, explica a proprietária e professora Danielle Bittencourt.
Com menos alunos nas aulas, a preocupação da Danielle é que as fases do Plano São Paulo tenham um retrocesso ainda maior e, consequentemente, prejudique as finanças dos estabelecimentos.
“Não só eu. Acho que todos os comerciantes e academias, não só de dança, de ginástica, a gente está muito preocupado com esse faseamento, esse retrocesso, porque muitas pessoas usaram as reservas que tinham de emergência. Depois a gente não sabe como vai ser”, completa.
Assista a mais notícias
Tags .Adicionar aos favoritos o Link permanente.