Três mulheres são indiciadas por tortura de adolescente em Vacaria

Segundo a Polícia Civil, trio teria lido nas cartas que jovem de 16 anos estava tendo um relacionamento com o marido de uma delas. Adolescente foi agredida e teve cabelos e sobrancelhas cortados em sessão de tortura que durou toda a noite. A Polícia Civil indiciou, nesta terça-feira (1º), três mulheres por tortura a uma adolescente de 16 anos em Vacaria, na serra gaúcha. O crime ocorreu no mês de julho. Os nomes das envolvidas não foram divulgados.
Segundo a polícia, as suspeitas, duas de 25 anos e uma de 20, trabalhavam em uma casa noturna da cidade e teriam lido nas cartas que a adolescente mantinha um relacionamento com o marido de uma delas. A jovem era babá e foi à cidade especialmente para trabalhar para uma das mulheres.
No dia do crime, o trio surpreendeu a adolescente em casa e passou a agredi-la. De acordo com a polícia, a tortura começou por volta da 1h da madrugada e seguiu até o amanhecer.
A jovem foi agredida com chutes, socos e cortes na pele, teve os cabelos cortados e as sobrancelhas raspadas.
Durante toda a madrugada, enquanto se revezavam nas agressões, as mulheres filmavam e se comunicavam com presidiários da Serra. Segundo o delegado Carlos Alberto Defaveri, as indiciadas são conhecidas pelos presos, e usaram as ligações para amedrontar e ameaçar a jovem.
Segundo as investigações, a intenção das suspeitas era de que ela confessasse o caso. A adolescente foi resgatada por uma conhecida que acionou a polícia. Ela foi levada para o hospital onde passou por exames.
De acordo com o delegado Carlos Alberto Defaveri, a jovem afirmou não ter relações com o marido de uma das suspeitas. “Nega terminantemente. Apenas afirmou que num momento, temendo pela vida, chegou a admitir”, destaca.
A jovem foi atendida pelo Conselho Tutelar e entregue à família, que mora em outra cidade.
De acordo com a polícia, a investigação realizada encontrou provas complementares ao relato da adolescente, o que possibilitou o indiciamento das três mulheres. Elas respondem ao processo em liberdade por terem residência fixa.
A pena prevista para o crime de tortura é de dois a oito anos de prisão.

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