Venezuelanos fazem curso virtual de português em abrigos de Boa Vista


Curso é gratuito e ofertado a imigrantes que vivem em sete abrigos da capital. Abrigo Rondon 1 é um dos centros ondes os imigrantes poderão participar do curso de português

Refugiados venezuelanos que vivem em sete abrigos de Boa Vista começaram nesta segunda-feira (30) a ter aulas de português. O curso ocorre de forma virtual e é gratuito.
As aulas são oferecidas pro professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com o apoio da Associação Voluntários para o Serviço Internacional – Brasil (AVSI Brasil), que gerencia os abrigos junto com a Operação Acolhida.
Os cursos serão realizados virtualmente em sete abrigos na capital: Rondon 1, 2 e 3, Laftife Salomão, São Vicente 1, Santa Teresa e Jardim Floresta.
Cada abrigo terá três turmas diárias, com carga horária de 80 horas, de segunda a sexta-feira, beneficiando 330 venezuelanos na primeira fase.
O projeto, segundo a AVSI Brasil, visa apoiar a integração de venezuelanos no país. O curso de português terá duração de dois meses. Ao final, o aluno que apresentar 75% de presença receberá um certificado de conclusão com validade para todo o território brasileiro.
A ideia é realizar outras etapas do curso e ampliar para 632 imigrantes até o final projeto, previsto para setembro de 2021.
Os cursos serão implementados em modo virtual e contará com instrutores on-line do Senac Roraima, além de sete facilitadores — três são venezuelanos que já falam o português de forma fluente, que atuarão presencialmente.
Cada facilitador será responsável por uma turma e prestará apoio para a utilização dos equipamentos, higienização da sala e prevenção à Covid-19, monitoramento dos alunos e engajamento dos venezuelanos.
Prevenções
As turmas serão compostas em grupos de dez a 20 pessoas, dependendo do abrigo. Os alunos ficarão com uma distância mínima de 1,5 metro um do outro e receberão máscaras para uso durante aulas.
A higienização das mãos também está prevista com a utilização de álcool em gel, que deverá ser utilizado cada vez que alguém entrar na sala. Todos os procedimentos serão monitorados pelo facilitador. Apenas venezuelanos que estão abrigados nos respectivos centros de acolhimento podem participar.

Com Agências

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