Jovem desmaia durante nado de 7 km em alto-mar e amigo aciona socorro pelo smartwatch em Florianópolis
Data da matéria: 09/11/2019
Matéria atualizada em 15/11/2019
Dupla foi localizada pelo SAER após um dos jovens perder a consciência durante a travessia.
ATUALIZAÇÃO: rapaz permaneceu internado por cinco dias e acordou do coma.
Dois jovens identificados como Carlos (18) e Douglas (21) precisaram ser resgatados em alto-mar após uma travessia que terminou em uma situação de emergência na praia do Campeche, em Florianópolis, na manhã deste sábado (09/11). A dupla havia nadado aproximadamente 7 quilômetros para dentro do mar quando um dos jovens passou mal e perdeu a consciência.
De acordo com o relato, o rapaz (Douglas) começou a apresentar sinais de exaustão durante o percurso e, pouco depois, desmaiou. Ele ficou boiando na água, enquanto o amigo (Carlos) tentava mantê-lo próximo e avaliar a situação.
Sem conseguir retornar para a costa carregando o amigo e percebendo que a situação poderia se agravar, o segundo jovem utilizou o recurso de emergência do smartwatch que usava no pulso para pedir ajuda.
O alerta permitiu o acionamento das equipes de emergência e auxiliou na localização da dupla em alto-mar. O SAER foi mobilizado para realizar as buscas e conseguiu localizar os dois jovens na região indicada.
O rapaz que estava inconsciente foi retirado da água e recebeu atendimento médico. O amigo também foi levado para avaliação.
ATUALIZAÇÃO: 15/11/2019
Cinco dias em coma
O estado de saúde do jovem que havia desmaiado era considerado grave. Segundo informações repassadas posteriormente à família, ele sofreu um afogamento de grau 6 (último na escala), com comprometimento causado pelo período em que permaneceu submerso ou em dificuldade respiratória.
O rapaz permaneceu internado e cinco dias depois acordou do coma (última sexta-feira).
A recuperação surpreendeu familiares e pessoas envolvidas no atendimento. Após deixar a fase mais crítica, ele apresentou melhora progressiva.
Atenção redobrada este verão
O caso serve de alerta para os riscos de nadar grandes distâncias em mar aberto. Mesmo atletas ou pessoas acostumadas a nadar podem enfrentar mudanças repentinas nas condições físicas (os dois garotos já haviam trabalhado como salva-vidas, além disso, Carlos é nadador profissional e participa de competições desde os 5 anos de idade), correntes marítimas e outros fatores que tornam o retorno à costa difícil.
Neste caso, o pedido de socorro feito pelo smartwatch foi fundamental para que a emergência fosse comunicada e a localização da dupla pudesse ser determinada pelas equipes de resgate.
Neste verão, atente-se!




